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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ser professor é..






Ser professor 

é professar a fé
e a certeza de que tudo
terá valido a pena 
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprendeu com você
e pelo que ele lhe ensinou...
Ser professor é consumir horas e horas 
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e,
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...
Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.
Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos,
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Jogos para alfabetização I




As brincadeiras e os jogos são fundamentais para qualquer etapa da aprendizagem, pois tornam o conhecer mais divertido e  prazeroso.
Também, trazem em si as regras, o que para as crianças é muito importante para a socialização.

  "Tal como a situação imaginária tem de ter regras de comportamento também todo o jogo com regras contém uma situação imaginária" 

Vygotsky




























































Boneco Palito: Copa do Mundo


Estava com um tempinho livre e criei um bonequinho muito simpático, que apelidei de Boneco Palito. Fiz com meus alunos e eles adoraram!
É fácil de montar, precisa-se de palitos, cartolina, cola e folha branca. Com a cartolina fazemos o modelo de uma camisa, colamos o bolsinho, desenhamos a carinha e colamos no palitinho. Atrás do boneco tem um pedacinho de papel colado, somente dos lados, que possibilitará que o palito se mova para cima e para baixo, escondendo ou mostrando o rostinho que a criança desenhou.














quarta-feira, 23 de junho de 2010

O que é avaliar?

Em um cotidiano escolar precisamos avaliar constantemente. Avaliar a construção dos educandos, o comprometimento dos profissionais ( professores), o entrosamento entre as áreas gestoras e pedagógicas, a presença da família na formação dos alunos...


Avaliar é um ato inato de todo ser humano, avaliamos tudo, todos e a todo momento.


Sendo assim, precisamos desenvolver em nós capacidades e habilidades para tal gesto, um bom aferidor, mostra-se atento ao que acontece a sua volta, observar é o primeiro passo para um justo diagnóstico. Porém, como olhar e notar o que é importante para a avaliação? _ Mais do que “ver”, é necessário enxergar, ver por trás de uma simples ação, o entendimento anda de mãos dadas com a observação. É importante compreender o porquê de um ato, mesmo que esse ato, demonstre um mau andamento da construção do aprendizado, o avaliado pode estar querendo mostrar com suas atitudes outros aspectos que estão interferindo em seu comportamento, por isso a visão, principalmente dos professores, deve estar aguçada, para romper o simples olhar e ver a fundo o que precisa ser mudado.

Nesse processo, precisamos também saber ouvir, entender pelas entrelinhas o que os alunos estão falando, não simplesmente ouvir e dar a resposta, mas buscar a raiz da questão, o porquê da pergunta ou da fala. A audição aguçada facilita na interpretação das questões escolares quando associamos os problemas enxergados com as falas de dúvidas e medos dos alunos. É mais que necessário acolher e saber interpretar todos os anseios para que não se tornem causadores de problemas maiores.

Outro fator avaliativo importante é o tocar, o “afetuar”, ( se assim podemos falar), a troca de afetos, o deixar o outro me conhecer e conhecer o outro, saber suas preferências, a maneira que pensa, o modo como ver a vida... tornar o aluno integrante da vida do professor e não somente produzir uma relação de vínculos frios, a avaliação fica mais justa e é mais eficaz quando sabemos e entendemos o contexto em que ela se envolve. O tato como troca de afeto e de conhecimento é mais que uma avaliação, é experimentar o outro lugar, a circunstância do outro, uma plena relação de alteridade.


O paladar e o olfato nós leva a um questionamento, - Qual será o gosto e o cheiro do conhecimento?


Esses dois sentidos são mais pessoais, cada um pode sentir de uma maneira; tornando assim a avaliação muito pessoal, não há como se avaliar a todos de um mesmo jeito, pois se cada um de nós temos uma maneira única de “ apreender” o conhecimento, temos que ter também uma avaliação mais atenta e justa. O processo avaliativo não pode ser somente um meio para alcançar novas etapas, mas sim uma maneira de entender os que estão sendo avaliados, um tempo de aprender com as dificuldades dos outros, de ser solidário, entender que tudo isso não passa de “trocas”, onde cada um dá um pouco de si para a construção do outro.

Fernanda A. F. Menezes

sábado, 19 de junho de 2010

Viva a Itália!



No dia 18 de Junho aconteceu a Feira de Amostras da Escola Jardim Pedro Júnior, cada classe ficou responsável pela cultura de um país e a minha turma, a alfabetização, apresentou um lindo trabalho sobre a Itália. Deixo aí algumas das atividades desenvolvidas para esse evento. Aproveite!





Fábio Balen

Fábio Balen, pintor gaúcho de 45 anos, graduou-se em Direito, mas foi atrás de seu sonho: Estudou desenho e pintura na Europa, onde permaneceu por dez anos. Iniciou seus estudos em Florença, no Centro de Artes Lorenzo di Médici e na Escola Leonardo de Restauração e Pintura. Depois foi à Espanha, onde se identificou com a força e o colorido do movimento de artes e design da Catalunha, que também acolheu outros grandes pintores como Miró e Picasso.

O artista encontrou na pop arte a forma de expressar suas imagens, criando composições coloridas e fazendo releituras de artistas famosos como Velásquez e Da Vinci. A Monalisa, de Da Vinci, foi retratada mais de uma vez por este artista. Além das telas, Fábio Balen assina esculturas, sofisticadas cerâmicas e objetos de design.







Monalisa com roupa de Festa














A reflexão como atitude importante para a transformação



“ Eu acho que o professor não tem... trabalha igual a um robô, né? Você tem que cumprir aqueles objetivos e aquilo tem que está correto tudo muito certo. Tudo naquela linha. Você está vendo que as vezes não é por ali, mas está seguindo aquele caminho, né. Porque você também é muito cobrado do lado de fora, pelos pais, pela orientação, pela direção. Porque você tem que andar na linha. O caderno das crianças tem que está corrigido, tem que está certo. Imagina você devolver um texto cheio de erro. Isso é inconcebível. Não pode acontecer. Vem um monte de gente em cima de você: por que está cheio de erros? Não pode deixar cheio de erro.

Então eu acho que o primeiro obstáculo seria a minha mudança de postura, minha. Depois também a escola, que é muito conservadora, muito reacionária. A escola exclui mesmo a criança, ela leva a isso mesmo, uma perseguição velada, de que se não copiar, se não entrar no esquema que ela propõe, que ela dita, ela dita mesmo, ele tem mais é que não completar 10,12 anos, estar saturado da escola, cair na vida: - estou fora...

Você tem de ter um instrumento, até o escrito mesmo que é o que as pessoas te cobram.(...)Eu tenho compromisso com a nota.(...) Eu tenho que atender os padrões externos.” ( trecho tirado do livro O que sabe quem erra? Reflexões sobre avaliação e o fracasso escolar – Maria Teresa Esteban – 3° edição - R.J.- DP&A, 2002, p.54)


O que você acha desta fala?


Em qualquer aspecto da nossa vida temos que refletir para provocar transformações. Dentro da escola, nós como educadores, precisamos observar, interrogar e analisar, tudo que acontece e da maneira que acontece, pois refletir é o primeiro passo para uma mudança. A reflexão torna a prática mais eficaz, pois se penso sobre o que não está dando certo, logo, acho soluções que auxiliam o processo de aprendizagem.


Observar e analisar os exercícios feitos pelos alunos é um procedimento que facilita o questionamento sobre a teoria e a prática da avaliação, de como anda o aprendizado da turma; sendo assim encontramos o erro como fundamental para o acerto, pois possibilita uma reflexão do próprio educando, onde ele mesmo percebe o que está incorreto. O erro é o ponto de partida para o acerto!


Muito percebem as falhas como confirmação da impossibilidade da criança, outros colocam o erro como parte do processo de ensino e aprendizagem, porém quando essas falhas aparece em grande escala, alguma coisa não anda bem e a prática pedagógica deve ser questionada.