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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Anísio Spínola Teixeira Advogado, Filósofo e Educador brasileiro (1900-1971)

"Com efeito, todo o presente modo de pensar do homem é modo de pensar em termos de mudança. A essência do método científico está em sua posição de juízo suspenso. Tudo que fazemos se funda em hipóteses, sujeitas obviamente a mudanças. Tais mudanças decorrem de novos conhecimentos, os novos conhecimentos decorrem de novas experiências e tais novas experiências do fluxo ininterrupto de mudanças..."


foto de Anísio Teixeira

Principais ideias
( informações tiradas do site www.pedagogia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=20)

Considerado o principal idealizador das grandes mudanças que marcaram a educação brasileira no século 20, Anísio Teixeira foi pioneiro na implantação de escolas públicas de todos os níveis, que refletiam seu objetivo de oferecer educação gratuita para todos. Como teórico da educação, Anísio não se preocupava em defender apenas suas ideias. Muitas delas eram inspiradas na filosofia de John Dewey, de quem foi aluno ao fazer um curso de pós-graduação nos Estados Unidos. Por este motivo foi um dos difusores das ideias de Dewey no Brasil. 

Em 1932, Anísio assinou o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova(*) que divulgava, ao povo e ao governo, as principais diretrizes de um programa de reconstrução educacional, proposto por um grupo de educadores, alguns dos quais já haviam comandado reformas no ensino público do País, como, por exemplo, Lourenço Filho (Ceará/1922-1923) e Fernando de Azevedo (Distrito Federal/1927-1930). 


Paulo Reglus Neves Freire Advogado e Educador brasileiro 1921-1997

Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão."



"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." 



foto de Paulo Freire


Principais ideias
( Informações tiradas do site www.pedagogia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=45)




Paulo Freire se opôs aos privilégios das classes dominantes, as quais impedem a maioria de usufruir os bens produzidos pela sociedade. Para ele, a modificação desse quadro deveria partir dos próprios oprimidos, depois de um trabalho de conscientização e politização. Sua principal ideia refere-se a dois tipos de pedagogia: a pedagogia dos dominantes e a pedagogia do oprimido. A pedagogia do dominante é fundamentada em uma concepção bancária de educação, predomina o discurso e a prática, da qual deriva uma prática totalmente verbalista, dirigida para a transmissão e avaliação de conhecimentos abstratos, numa relação vertical, o saber é dado, fornecido de cima para baixo; é autoritária, pois manda quem sabe. Nesta concepção, denominada por Freire de Educação Bancária, o sujeito da educação é o educador, sendo os educandos como vasilhas a serem enchidas pelo conhecimento depositado pelo educador. 

Segundo Freire, a Pedagogia do Oprimido* é uma proposta de oposição à esta realidade. Nesta concepção a educação surgiria como prática da liberdade, que deve surgir e partir dos próprios oprimidos. Não é suficiente que o oprimido tenha consciência crítica da opressão, mas que se disponha a transformar essa realidade. Sua proposta se configura como um trabalho de conscientização e politização.

A educação, segundo Freire, deveria passar necessariamente pelo reconhecimento da identidade cultural do aluno, sendo o diálogo a base de seu método. O conteúdo deveria estar de acordo com a realidade cultural do educando e com a qualidade da educação, medida pelo potencial de transformação do mundo. 

Atuou na Educação de Jovens e Adultos, privilegiando o diálogo e o trabalho em grupos e valorizando os conhecimentos trazidos pelos educandos. A partir disso desenvolveu uma metodologia para a Alfabetização de Jovens e Adultos condizente com suas ideias e com sua prática. Ela conta com os seguintes passos: 
  • levantamento do universo vocabular dos grupos, para a escolha das palavras geradoras
  • organização dos círculos de cultura, formados por pequenos grupos, sob a coordenação de uma pessoa, que não precisa necessariamente ser um professor
  • a representação de uma das palavras, já que estas pertencem ao universo vocabular dos educandos, aliada à sua experiência de vida, gerará temas correlatos, descobrindo-a como suma situação problemática
  • reúne-se todo o material possível para ampliar a consciência e a experiência dos educandos
  • passa-se à visualização da palavra e ao processo de decodificação em unidades menores, para reconstituí-la posteriormente.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Howard Gardner (Psicólogo norteamericano) 1943-...

"A educação precisa justificar-se realçando o entendimento humano.”

“Todos os indivíduos têm potencial para ser criativos, mas só serão se quiserem.” 


foto de Gardner


Principais ideias
(Informações tiradas do site www.pedagogia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=58)


Influenciado por Piaget, em 1983 Gardner e uma equipe de pesquisadores divulgaram a teoria das inteligências múltiplas, questionando a visão predominante de inteligência centrada em habilidades linguísticas e lógico-matemáticas. 

Para Gardner, a inteligência consiste na habilidade de resolver problemas ou criar produtos que sejam significativos em um ou mais ambientes culturais. Na teoria, ele concluiu, a princípio, que há sete tipos de inteligência:

  1. Lógico-matemática é a capacidade de realizar operações numéricas e de fazer deduções.
  2. Linguística é a habilidade de aprender idiomas e de usar a fala e a escrita para atingir objetivos.
  3. Espacial é a disposição para reconhecer e manipular situações que envolvam apreensões visuais.
  4. Físico-cinestésica é o potencial para usar o corpo com o fim de resolver problemas ou fabricar produtos.
  5. Interpessoal é a capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e consequentemente de se relacionar bem em sociedade.
  6. Intrapessoal é a inclinação para se conhecer e usar o entendimento de si mesmo para alcançar certos fins.
  7. Musical é a aptidão para tocar, apreciar e compor padrões musicais.
Mais tarde, Gardner acrescentou à lista as inteligências natural (reconhecer e classificar espécies da natureza) e existencial (refletir sobre questões fundamentais da vida humana) e sugeriu o agrupamento da interpessoal e da intrapessoal numa só.

Em cada pessoa, as inteligências se combinam de forma diferente. Na educação, a teoria de inteligências múltiplas implica o desenvolvimento de avaliações adequadas às diversas habilidades, a criação de currículos específicos para cada saber e um ambiente educacional mais amplo e variado. 

Atualmente, Gardner é professor especializado em Educação e em Neurologia pela Universidade de Harvard.

Emilia Beatriz María Ferreiro Schavi (1936-...) Psicóloga e Pedagoga Argentina.



"Ler não é decifrar, escrever não é copiar"

foto de emília ferreiro


Principais ideias
( Informações tiradas do site www.pedagogia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=117)



Foi doutoranda de Jean Piaget. Promoveu a continuidade do trabalho de Piaget sobre epistemologia genética - uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança - estudando um campo que ele não havia explorado: a escrita. 

A partir de 1974, na Universidade de Buenos Aires, desenvolveu uma série de experimentos com crianças que deu origem às conclusões apresentadas na sua mais importante obra: Psicogênese da Língua Escrita, publicado em 1979 e escrito em parceria com a pedagoga espanhola Ana Teberosky. A obra apresenta os processos de aprendizado das crianças, chegando a conclusões que puseram em questão os métodos tradicionais de ensino da leitura e da escrita. 

Emília afirma que a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela. Neste processo, a criança passa por etapas, com avanços e recuos, até se apossar do código linguístico e dominá-lo. O tempo necessário para o aluno transpor cada uma das etapas é muito variável.

De acordo com a teoria exposta em Psicogênese da Língua Escrita, toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada:
  1. pré-silábica: não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada;
  2. silábica: interpreta a letra a sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma;
  3. silábico-alfabética: mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas;
  4. alfabética: domina, enfim, o valor das letras e sílabas.
Nos anos 1980, suas ideias causaram no Brasil um grande impacto sobre a concepção que se tinha do processo de alfabetização, influenciando os Parâmetros Curriculares Nacionais. Emilia é hoje professora titular do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, da Cidade do México, onde mora.

Edgar Morin (Economista, Político, Historiador, Geógrafo e Advogado francês) 1921 - ...



“A escola, em sua singularidade, contém em si a presença da sociedade como um todo.”


foto de Morin
Principais ideias 
( Informações tiradas do site www.pedagogia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=55)


No lugar da especialização, da simplificação e da fragmentação de saberes, Morin propõe o conceito de complexidade. Ela é a ideia-chave de O Método, a obra principal do sociólogo, que se compõe de seis volumes, publicados a partir de 1977. O pensamento complexo, segundo Morin, tem como fundamento formulações surgidas no campo das ciências exatas e naturais, como as teorias da informação e dos sistemas e a cibernética, que evidenciaram a necessidade de superar as fronteiras entre as disciplinas. 



Em sua defesa da religação dos saberes, Morin tocou numa inquietação disseminada nos dias atuais, quando a tecnologia permite um acesso inédito às informações. Por isso, em 1999 a ONU - Organização das Nações Unidas - solicitou para que ele sistematizasse um conjunto de reflexões que servissem como ponto de partida para se repensar a educação do próximo milênio. Assim nasceu o texto Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro


A lista proposta por Morin começa com o estudo do próprio conhecimento. O segundo ponto é a pertinência dos conteúdos, para que levem a “apreender problemas globais e fundamentais”. Em seguida, vem o estudo da condição humana, entendida como unidade complexa da natureza dos indivíduos. Ensinar a identidade terrena é o quarto ponto e refere-se a abordar as relações humanas de um ponto de vista global. O tópico seguinte é enfrentar as incertezas com base nos aportes recentes das ciências. O aprendizado da compreensão, sexto item, pede uma reforma de mentalidades para superar males como o racismo. Finalmente, uma ética global, baseada na consciência do ser humano como indivíduo e parte da sociedade e da espécie.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Que tipo de professor você é ? Como você vê a educação?




Dentro da área de Educação temos as Tendências Pedagógicas que são de extrema importância para o professor, principalmente para definir em que o educador acredita em relação a educação e a sociedade.
Mas antes de tudo, veja qual o papel que a educação tem para você dentro da sociedade.




Redenção: Manter e conservar a sociedade, integrando e adaptando o indivíduo ao todo social.

Reprodução: Escola faz parte integralmente da sociedade e a reproduz. O papel da educação é nada mais, nada menos do que perpassar em seu currículo; perpassar no seu livro texto, perpassar em suas aulas a ideologia que está posta na sociedade.

Transformação: A educação como mediação de um projeto social, nem redime e nem reproduz.


Vote na pesquisa ao lado!







Voltando as Tendências Pedagógicas, temos duas principais a Liberal e a Progressista, cada qual com suas características. A perspectiva redentora se traduz pelas Pedagogias Liberais e a perspectiva transformadora pelas Pedagogias Progressistas.


Pedagogias Liberais: Tem por finalidade formar o homem para o mercado de trabalho. 
Suas tendências são:


Tradicional: Nesta tendência o aluno aprende com seu próprio esforço, não existe uma relação professor-aluno, porque os conhecimentos são passados como verdades e não devem ser questionados, o educador é considerado  autoridade e completamente dono do saber.


Renovada Progressivista: A escola propõe um ensino onde o aluno é o sujeito do conhecimento, suas habilidades cognitivas são mais valorizadas  do que os conteúdos, o professor é visto como um facilitador, motivador e e estimulador da aprendizagem e do desenvolvimento dos alunos, a pesquisa e a descoberta  são os métodos usados nesta teoria.


Renovada não-diretiva: Essa tendência tem como ideia principal que a escola tenha um papel fundamental na formação de atitudes e portanto, deve preocupar-se com problemas de ordem psicológica do que com problemas de ordem social ou pedagógica. Os conteúdos de ensino visam facilitar aos estudantes os meios para buscarem por si mesmo os conhecimentos que, no entanto, são dispensáveis. O professor tem que se preocupar em desenvolver um estilo próprio para facilitar a aprendizagem dos alunos, atuando como um facilitador que auxilia o aluno a se organizar, dando-lhe apoio, aconselhando, respeitando, etc. O aluno é motivado para ser capaz de  auto avaliar, de analisar seu desenvolvimento, seu processo de aprendizagem, suas relações com o conhecimento e consigo mesmo. 


Tecnicista: A escola se preocupa em modelar o comportamento humano, em produzir pessoas "competentes" para o mercado de trabalho. O relacionamento professor-aluno são relações estruturadas e objetivas, com papeis bem definidos onde o professor administra as condições de transmissão da matéria e o aluno recebe, aprende e fixa as informações passadas. 
A tendência liberal tecnicista foi introduzida no Brasil no final da década de 1960 com o objetivo de adequar o sistema educacional ao regime militar.




Pedagogias Progressistas. Vê a educação como forma de mudar a sociedade.

Libertadora: Teve Paulo Freire como principal representante. Caracteriza-se pela educação informal, pela valorização das experiências do sujeito e do processo de aprendizagem em grupo. Os conteúdos de ensino são extraídos da prática de vida dos estudantes que aprendem codificando-decodificando a problematização da situação. Nesta tendência, que trabalha com grupos de discussão, o professor é um animador, se colocando de forma humilde em relação aos alunos para que assim consiga adaptar-se às características e ao desenvolvimento de cada grupo.


Libertária: Esta tendência se preocupa com a educação política, com a promoção da liberdade e com o desenvolvimento integral da criança. Os conteúdos são colocados à disposição dos alunos, mas não são exigidos. O conhecimento não é a investigação cognitiva do real, mas a descoberta de respostas às necessidades e às exigências da vida social. Nesta tendência, o professor é um orientador e um catalisador, se colocando a serviço do aluno sem impor as suas idéias e sem transformar o aluno em objeto. 





Crítico-Social dos conteúdos: Nesta tendência a escola é vista como socializadora dos conhecimentos e saberes universais, preparando o aluno para o mundo e suas contradições. Os conteúdos não podem ser meramente ensinados; eles têm que ser ligados de forma indissociável à sua significação humana e social. O professor é o mediador, o direcionador do aluno no processo pedagógico e cria condições necessárias para que o estudante participe ativamente na busca pela verdade, sendo crítico e consciente.